No início da manhã de quarta-feira (7) em Arara, no Agreste paraibano, Ascleia Ferreira da Silva, servidora da Unidade Básica de Saúde (UBS), foi executada quando seguia para mais um dia de trabalho — e não chegou sequer a entrar em serviço.
Segundo a Polícia Civil, a vítima foi surpreendida nas proximidades da unidade onde trabalhava. O atirador não deu chance de defesa. Os disparos foram suficientes para encerrar ali a vida de uma mulher que apenas cumpria sua rotina. O Samu foi acionado, mas a cena já era de óbito consumado.
As primeiras linhas da investigação apontam para um velho e conhecido roteiro da violência doméstica que termina em morte. O principal suspeito é o ex-companheiro da vítima, Raimundo César Pereira Faustino. Após os tiros, ele fez o que costuma acontecer nesses casos: fugiu. Montado em uma motocicleta, tomou rumo da cidade de Remígio, tentando desaparecer antes que a lei chegasse.
A polícia apura ainda que o suspeito havia retornado recentemente de São Paulo para a Paraíba, detalhe que agora ganha peso dentro da investigação. Enquanto isso, Ascleia fica para a estatística brutal de mulheres assassinadas por quem um dia disse amar.
A Polícia Civil segue em diligências para localizar o suspeito e esclarecer a motivação do crime. Até lá, Arara acorda com mais um homicídio no currículo — e uma UBS sem uma servidora, vítima da violência que insiste em se repetir.







