Pai é preso após morte brutal do próprio filho de 6 anos em Itapiranga -AM

Há crimes que desafiam qualquer tentativa de compreensão. No último sábado (18), em Itapiranga, no interior do Amazonas, a infância de Raelyson da Silva terminou de forma brutal. O menino, de apenas 6 anos, morreu depois de sofrer uma perfuração de faca nas costas. O principal suspeito é quem deveria protegê-lo: o próprio pai, Reulist Valente Miranda, de 24 anos.

A Justiça do Amazonas manteve o suspeito preso ao converter a prisão em flagrante em preventiva durante a audiência de custódia. Enquanto a Polícia Civil aprofunda as investigações, o homem permanece à disposição da Justiça e deve ser transferido para uma unidade prisional.

Como uma criança de 6 anos morreu?

Raelyson chegou ao hospital gravemente ferido, mas não resistiu. A perfuração provocada por uma faca encerrou uma vida que mal havia começado.

Segundo a investigação, a lesão ocorreu quando uma mochila foi arremessada contra o menino como forma de punição. Dentro dela havia facas de pescaria. O que teria sido apresentado como um “castigo” terminou em uma morte devastadora.

A versão que desmoronou

No primeiro contato com a polícia, Reulist afirmou que o filho havia caído acidentalmente sobre uma faca. A narrativa, porém, não resistiu às diligências da Polícia Civil.

Posteriormente, o suspeito mudou o depoimento e declarou ter lançado a mochila contra a criança para castigá-la por uma suposta desobediência. Disse que não se lembrava de que havia facas dentro da bolsa. Agora, caberá à investigação esclarecer todas as circunstâncias e responsabilidades do caso.

Prisão mantida

Durante a audiência de custódia, realizada no domingo (19), a Justiça acolheu os pedidos da Polícia Civil e do Ministério Público do Amazonas, convertendo a prisão em flagrante em preventiva.

Reulist foi autuado por homicídio qualificado e deverá ser transferido de Itapiranga para uma unidade prisional em Itacoatiara, onde permanecerá enquanto responde ao processo.

Álcool, drogas e arrependimento tardio

De acordo com as apurações divulgadas pela Rede Amazônica, o suspeito estaria sob efeito de álcool e outras drogas no momento dos fatos.

Na audiência, chorou e afirmou que só naquele momento soube da morte do filho, alegando acreditar que a criança ainda estava internada. Declarações que agora passam a integrar um processo marcado por uma tragédia irreversível: nenhuma justificativa, nenhuma lágrima e nenhuma alegação serão capazes de devolver a vida do menino.

Um histórico que pesa

Os registros policiais apontam que Reulist Valente Miranda já possuía antecedente por furto, após uma detenção ocorrida em Manaus, em 2024.

Agora, o homem responde pela morte do próprio filho enquanto a investigação conduzida pela 38ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) busca esclarecer todos os detalhes de um caso que expõe, da forma mais cruel, quando a violência atravessa a porta de casa e transforma o lugar que deveria oferecer proteção em cenário de uma tragédia.


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BIZARRO

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Comments: 0Publics: 1944Registration: 27-12-2024

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