Babahoyo, cidade do Equador, voltou a protagonizar um tipo de notícia que já não choca como deveria. Na área de Río Chico, o corpo decapitado de um cidadão foi encontrado abandonado, tratado como mais um descarte humano em meio à paisagem urbana.
Em outro ponto da cidade, no parque central de Mata de Cacao, foi localizada uma cabeça humana — pertencente a outra vítima, em um episódio distinto, mas igualmente marcado pela violência extrema. Dois cenários diferentes, duas vítimas, e a mesma sensação de horror que insiste em se repetir.
Os casos escancaram uma realidade que deixou de ser exceção no país: crimes brutais se acumulam enquanto a população aprende, à força, a conviver com o medo. O roteiro é conhecido. Locais isolados, cenas chocantes e, logo depois, o silêncio institucional que costuma encerrar a história sem respostas.




