O povoado 36, em Peritoró, no interior do Maranhão, foi palco de uma cena de horror que deixou a comunidade em choque. Uma mulher foi brutalmente atacada pelo próprio marido e ficou gravemente ferida após ser atingida diversas vezes por golpes de arma branca. O crime, marcado por extrema violência, reforça o retrato cruel da violência doméstica que ainda assombra o interior do estado.
A vítima já era conhecida na região por circular pelas ruas pedindo comida e ajuda, sinal claro de abandono e vulnerabilidade social. Na madrugada do ataque, mesmo ferida, ela conseguiu descer um morro em busca de socorro, coberta de sangue, cambaleando e em estado crítico. O rastro deixado pelo corpo ferido virou prova silenciosa da brutalidade sofrida.
Moradores relataram que o agressor apresenta histórico de comportamento violento, sobretudo quando faz uso de drogas. Segundo testemunhas, ele já havia se envolvido em outros episódios de descontrole e chegou a ser procurado pela polícia recentemente, o que aumenta a gravidade do caso e a sensação de que a tragédia era apenas questão de tempo.
Desesperados com a cena, vizinhos acolheram a mulher e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Mesmo gravemente ferida, a vítima teria tentado recusar a ida ao hospital — um reflexo comum do medo, da dependência e do ciclo de violência. A equipe médica insistiu e realizou o socorro de emergência, salvando sua vida.
A comunidade descreve o episódio como um dos mais violentos já registrados no povoado. O agressor fugiu logo após o ataque, embrenhando-se em uma área de mato que liga o local à região da Eletronorte. A Polícia Militar foi acionada e realiza buscas para localizar o suspeito.
A mulher permanece sob cuidados médicos, enquanto o medo, a revolta e o silêncio tomam conta da região. Mais um caso que escancara a face mais sombria da violência doméstica — aquela que acontece longe dos holofotes, até que o sangue escorra pelas ruas.





