Peru.
O chumbo falou mais alto nas ruas mofadas de Chorrillos. Henry Tirado Salazar, conhecido no submundo como “El Sapo”, terminou a própria história estirado no chão de uma oficina mecânica, crivado de balas antes mesmo que o dia acordasse direito nesta quarta-feira, 6 de maio.
“El Sapo” comandava a gangue “Los Mexicanos”, um bando mergulhado até o pescoço em extorsão, pistolagem e terror urbano. A polícia já tinha colocado as mãos nele em 2024, acusado de envolvimento em cobranças sangrentas e assassinatos por encomenda — crimes típicos de quem transforma medo em moeda.
Mas no Peru onde o crime organiza o próprio relógio, cadeia raramente significa fim. Às vezes é apenas um intervalo antes da execução chegar na porta.
Desta vez, chegou armada.






