Yangon, Mianmar (Birmânia) — A guerra em Hpakant segue transformando casas em crateras e famílias em estatísticas. Um bombardeio realizado pelo exército birmanês matou um pai e um filho, além de ferir duas crianças, na tarde de segunda-feira (22) de setembro, no estado de Kachin.
De acordo com informações apuradas, junto a moradores locais e a uma fonte ligada ao chamado “Exército Morto”, o ataque partiu da base militar Tatma Kone, que disparou projéteis de artilharia pesada em direção à margem sul do rio Uru por volta das 17h. Um dos disparos atingiu uma residência, matando as vítimas instantaneamente.
“O exército terrorista disparou artilharia de 120 mm. Um pai e um filho morreram no local, duas crianças ficaram feridas. Em Hpakant, eles disparam todos os dias — e todos os dias alguém morre”, relatou uma fonte local.
Os relatos apontam que o ataque foi comandado pelo Major-General Kaung Min Htut, líder da 33ª Divisão, e pelo Major-General Zaw Win, da 3ª Brigada — ambos acusados de ordenar disparos deliberados contra civis e formações populares.
Há quase quatro meses, Hpakant vive sob fogo constante. Mais de 10 mil pessoas foram forçadas a abandonar suas casas em 14 vilarejos. As necessidades básicas — comida, abrigo e atendimento médico — tornaram-se um luxo distante.
“A população está exausta. As pessoas dormem em trincheiras, fogem à noite e enterram os mortos pela manhã”, disse outra fonte.
Desde o fim de maio, quando o exército intensificou suas ofensivas na região rica em jade, mais de 85 civis foram mortos e 250 ficaram feridos.






Acabou se f******