O bairro Coroadinho, em São Luís, capital do Maranhão, voltou a ser palco de mais um capítulo sangrento da guerra entre facções. Um grupo criminoso ligado ao PCC, executou um rival que ousou cobrar dinheiro para sustentar o vício — prática conhecida na área como “pedágio”.
Não foi só um homicídio. Moradores relatam que o bando tem imposto o terror com frequência, expulsando famílias inteiras de suas casas e caçando inimigos em emboscadas cada vez mais violentas. A Vila Conceição, no Vale Verde, é hoje território sitiado: de oito a dez homens fortemente armados circulam como se fossem a própria lei, transformando a comunidade em campo de guerra.
O medo é constante. A cada semana, novas rajadas, novos corpos, novos exílios forçados. Quem vive ali sabe: basta estar na hora errada e no lugar errado para se tornar alvo.
A Polícia Civil do Maranhão promete investigações, diligências, nomes e mandados. Mas enquanto o processo burocrático anda a passos lentos, a realidade corre mais rápido: tiros, ameaças e famílias em fuga.
No Coroadinho, o recado está dado. O território tem dono, e o preço de desobedecer é pago em sangue.






