Na manhã de segunda-feira (15), o bairro São Cristóvão, em Capanema, virou palco de mais uma execução em plena luz do dia. Dois homens em uma moto chegaram como quem vai ao mercado: tranquilos, seguros de que nada os impediria. Abriram fogo contra um trabalhador que estava em serviço e desapareceram no vento, certos de que a impunidade é a melhor parceira do crime.
O home conhecido como “Mosquito” morreu no chão, sem socorro, sem despedida. O bairro ficou paralisado, testemunhando o óbvio: quem tem arma e sangue frio manda; quem não tem, obedece — ou morre.
A Polícia Militar apareceu para isolar a área, a Civil chegou para perguntar o que todos já sabem, e a Científica recolheu cascas de balas. Tudo burocrático, tudo automático. A mesma encenação de sempre. Investigações? Só no papel. Justiça? Essa não aparece nem de moto, muito menos a pé.
A motivação do crime ainda é um mistério — mas o recado, esse é cristalino: matar em Capanema virou rotina, e a ousadia dos criminosos cresce na mesma proporção da omissão do Estado. Enquanto políticos colecionam discursos, a população coleciona velórios.




