Na tarde de quarta-feira (24 de fevereiro) em Bangladesh, na cidade de Rajshahi, por volta das 15h, uma jovem decidiu encerrar a própria vida diante das telas do mundo. Enquanto uma transmissão ao vivo corria no Facebook, Regina Sarkar Pakhi, de 21 anos, amarrou a corda que marcaria seus últimos minutos.
Quando a polícia chegou, já era tarde.
Filha de Idris Ali e natural de Sapahar, Regina vivia sozinha em uma casa alugada no cruzamento de Lakshipur Quader Mandal, na cidade de Rajshahi. Dentro daquele quarto fechado, longe de qualquer socorro, ela tomou a decisão que já vinha anunciando em fragmentos sombrios nas redes sociais.
Horas antes da morte, ela havia deixado mensagens que agora soam como despedidas desesperadas.
“Hoje é meu último dia… Que Alá me perdoe… Não há felicidade para mim neste mundo. Que Alá me proteja, queridos amigos.”
Pouco depois, outra frase curta apareceu em seu perfil:
“Adeus, belo mundo.”
Em outra publicação, ela escreveu:
“Eu sou Regina Pakhi. Ninguém é responsável pela minha morte. O que acontecerá se eu deixar esta vida pelo meu amor? Eu te amo, Mohammad Harun Ansari.”
Nos minutos finais, as mensagens se tornaram ainda mais íntimas e dolorosas: “Eu te amo” e “Sinto sua falta”. Logo depois, a transmissão ao vivo começou.
Do outro lado da tela, espectadores assistiram impotentes.
Segundo a polícia, Regina mantinha um relacionamento com um jovem indiano, e o casal enfrentava tensões recentes. Investigadores suspeitam que o desgaste emocional do relacionamento possa ter contribuído para a tragédia.
O delegado da delegacia de Rajpara, Abul Kalam Azad, afirmou que os policiais correram até o local assim que foram informados do ocorrido.
Um bilhete também foi localizado no quarto.
O corpo foi recolhido e encaminhado ao necrotério do Hospital Universitário de Rajshahi para autópsia, enquanto a polícia tenta reconstruir as últimas horas de Regina — horas que terminaram com uma despedida transmitida ao vivo para o mundo.







