Em Lanchema, pequeno povoado do distrito de Pomahuaca, na província de Jaén, região de Cajamarca, no Peru, um cortejo fúnebre virou cena de caos quando a ponte de madeira que o grupo atravessava simplesmente cedeu.
Simples assim: a estrutura desabou.
No meio de chuvas intensas e rios em subida — cenário já comum nas últimas semanas — a frágil ponte rústica não aguentou o peso do cortejo que levava o corpo de Adbias Eredia Bazán ao funeral. O resultado foi digno de um pesadelo logístico: caixão e familiares despencando no leito do rio, enquanto os presentes gritavam e tentavam entender o que havia acabado de acontecer.
Segundo relatos de testemunhas, a ponte já vinha dando sinais claros de fadiga estrutural. Em outras palavras: estava pedindo aposentadoria há tempos. Mesmo assim, continuava sendo usada normalmente, como tantas outras estruturas improvisadas em comunidades rurais do interior peruano, onde manutenção costuma ser uma palavra distante.
Quando o cortejo começou a atravessar, a ponte não resistiu. Em questão de segundos, cedeu sob o peso do grupo.
Por sorte — e apenas por sorte — ninguém ficou ferido. Moradores agiram rápido e conseguiram recuperar o caixão antes que a correnteza o levasse embora.
O episódio ocorre em meio a alertas emitidos pelo Serviço Nacional de Meteorologia e Hidrologia (Senamhi), que vinha advertindo sobre a ativação de ravinas — fenômeno causado por chuvas intensas que provoca enxurradas repentinas, deslizamentos e aumento brusco do fluxo de rios e riachos.
Especialistas explicam que, quando o solo fica saturado de água, as bases de pontes precárias enfraquecem rapidamente. Some-se a isso estruturas improvisadas, materiais de baixa qualidade e falta de manutenção, e o resultado costuma ser previsível.
Ainda assim, pontes como essa continuam sendo usadas diariamente por moradores que simplesmente não têm alternativa.




Descanse em paz 2 vezes meu amigo.
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