Na manhã desta segunda-feira (16), mais uma mulher entrou para a estatística que o Brasil insiste em fingir que não vê. Rafaela Aureliano Ribeiro Moraes, 20 anos, foi assassinada a facadas pelo ex-companheiro, Wesley Riquelme Garcias, no condomínio Piancó 3, bloco 7, na região do Itaqui-Bacanga, em São Luís. Depois de cometer o feminicídio, ele se jogou do segundo andar do prédio e morreu.
A Polícia Militar do Maranhão foi acionada por volta das 6h30. Quando chegou, encontrou os dois já sem vida — fato confirmado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Mais uma ocorrência registrada, mais um protocolo seguido, mais um boletim que não devolve ninguém à família.
Moradores relataram o que já se tornou roteiro repetido: Wesley não aceitava o fim do relacionamento. Como se mulher fosse propriedade. Após esfaquear Rafaela, ele se lançou da janela do corredor do bloco.
A área foi isolada, a perícia acionada e a Polícia Civil do Maranhão vai investigar as circunstâncias. A motivação? Oficialmente ainda será “confirmada”. Extraoficialmente, o país já conhece: controle, posse e a incapacidade de lidar com a autonomia feminina.
O caso não é exceção. É padrão. É o velho “crime passional” — expressão romantizada que mascara violência — repetindo o mesmo desfecho. Enquanto isso, mulheres continuam pagando com a própria vida pelo simples direito de dizer “acabou”.







o povo de bem fazendo mais uma boa ação, indo para o inferno e levando alguém junto