Domingo à tarde, estrada para a Serra do Maroto, área “nobre” de Gravatá — aquele pedaço da cidade onde se vende a fantasia de paz, condomínio fechado e vista bonita. Foi ali que a realidade resolveu interromper o marketing imobiliário a tiros de fuzil.
O ex-policial civil José Jailson Duarte, conhecido como “Dau Carcará”, natural de Serra Talhada, dirigia uma caminhonete vermelha quando foi cercado por suspeitos em um carro preto. A cena, registrada por câmeras de segurança, parece roteiro repetido: emparelhar, mirar, disparar. Vários tiros de grosso calibre. Execução barulhenta o suficiente para ecoar além dos muros altos.
A tal área valorizada — vitrine de empreendimentos residenciais e turísticos — virou palco de munição pesada em plena luz do dia. Porque, no fim das contas, CEP de luxo não blinda ninguém de acerto de contas.
O corpo foi levado ao IML. A Polícia Civil informou que investiga autoria e motivação. Até agora, o enredo segue no modo padrão: “crime sob investigação”, “motivação desconhecida”, “ninguém preso”. Enquanto isso, a estrada continua a mesma — só que agora com uma história a mais para assombrar.






