O homem que durante anos estampou relatórios policiais como um dos criminosos mais temidos da fronteira da Colômbia com a Venezuela terminou da forma mais previsível possível: morto, com marcas de bala e sinais evidentes de tortura, abandonado numa estrada de terra no bairro Villa Luz, em Maicao, no departamento de La Guajira, Colômbia.
Carlos Eduardo Ruiz González, 35 anos, conhecido pelo apelido de “Rambo”, foi encontrado sem vida na estrada conhecida como “María C”.
Villa Luz, área já conhecida pelas autoridades colombianas por sua longa ficha de ocorrências criminais, foi o cenário final. Para o Estado colombiano, ele não era exatamente um desconhecido: sua captura valia até 200 milhões de pesos. Ironicamente, a recompensa ficou para trás — alguém decidiu encerrar a história antes.
Ruiz González figurava na lista dos mais procurados da fronteira colombiana, acumulando acusações e escapando das autoridades por um período considerável, supostamente se escondendo em território venezuelano. No fim, não foi a polícia da Colômbia que o encontrou primeiro.
O Corpo de Investigação Técnica (CTI) da Procuradoria-Geral da Nação da Colômbia fez o protocolo habitual: remoção do corpo, envio ao Instituto Médico Legal e início dos trâmites formais que acompanham mortes nada surpreendentes em regiões marcadas por disputas criminosas.
As primeiras hipóteses apontam para o que quase sempre acontece nesses círculos: traição interna, acerto de contas ou disputa entre organizações que operam na fronteira entre Colômbia e Venezuela. Quando o crime é o negócio, o risco faz parte do contrato — ainda que não haja assinatura.








Ele tava falando o quê antes dos tiros? Não entendi nada.
Falou que ele era o bichão, que ninguém pegava ele, que já tentaram de tudo e nada. Aí do nada vem um papo o na cabeça dele.