“Colecionador de ossos” é preso com mais de 100 esqueletos em casa na Pensilvânia

Na Pensilvânia, um homem de 34 anos agora enfrenta mais de 500 acusações depois que investigadores descobriram que sua casa funcionava, na prática, como um museu clandestino de restos mortais humanos.

Jonathan Gerlach, segundo as autoridades, vinha transformando o Cemitério Mt. Moriah, em Yeadon, em um self-service de ossos desde o Halloween.

A carreira foi interrompida no dia 6 de janeiro, quando Gerlach foi preso em outro cemitério, no Condado de Delaware, carregando uma sacola com restos mortais humanos. Entre os itens apreendidos, um detalhe especialmente perturbador: o crânio de uma criança, além de outros ossos espalhados pelo veículo.

A prisão levou a polícia até a casa do suspeito, em Ephrata, no Condado de Lancaster, onde os agentes encontraram o verdadeiro prêmio do horror: mais de 100 restos mortais humanos, cuidadosamente “organizados”.

“Os detetives se depararam com uma cena digna de filme de terror”, disse o promotor do Condado de Delaware, Tanner Rouse, numa descrição que dispensa esforço de imaginação.

Rouse afirmou que, entre os restos coletados, há ossos que podem pertencer a um bebê de poucos meses de idade, acrescentando um nível extra de gravidade a um caso que já estava longe de qualquer limite aceitável.

A polícia acredita que os restos mortais vieram de diversos cemitérios da região e também investiga um grupo no Facebook chamado “Human Bones and Skulls for Sale Group”, onde Gerlach aparecia marcado em fotos, posando com crânios como se fossem itens de coleção.

“Recuperamos um número significativo de ossos, e ainda estamos tentando entender quem são, de onde vieram e quantos são ao todo”, afirmou o promotor, sinalizando que o pesadelo burocrático está só começando.

Segundo as autoridades, ninguém sabe ao certo se os restos foram vendidos ou qual era exatamente a motivação do suspeito. O que se sabe é que a decoração da casa seguia um padrão inquietante: ossos pendurados, esqueletos remontados e prateleiras cheias — uma mistura de necrotério improvisado com obsessão doentia.

O chefe de polícia de Yeadon, Henry Giammarco, classificou o caso como um dos mais horríveis que já presenciou.

Enquanto a polícia tenta identificar os restos mortais e avisar as famílias, Jonathan Gerlach segue preso, com fiança fixada em US$ 1 milhão — um preço alto, mas ainda assim insuficiente para reparar o dano causado aos mortos e aos vivos.

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