O município de Mingueo, em Dibulla, no departamento de La Guajira, na Colômbia, vive dias de pânico, revolta e silêncio forçado após uma sequência de crimes que escancarou o colapso da ordem pública na região. Tudo começou com o desaparecimento e assassinato de Shelsy Michel Navarro Ojeda, uma menina de apenas três anos, que se preparava para a formatura escolar marcada para a sexta-feira, 12 de dezembro.
O desaparecimento foi registrado na tarde da quarta-feira (10). Desesperados, familiares e moradores iniciaram buscas por conta própria. Horas depois, durante a noite, o pior cenário se confirmou: o corpo da criança foi encontrado dentro de um saco, abandonado em uma residência localizada a poucos metros da casa da vítima. A descoberta provocou choque imediato e incendiou a revolta popular em Mingueo.
Sem esperar por investigação, prova ou confirmação oficial das autoridades colombianas, moradores detiveram à força um adolescente, com idade estimada entre 14 e 15 anos, apontado informalmente como o suposto autor do crime. A versão, no entanto, nunca foi confirmada oficialmente.
Nesta quinta-feira (11), o adolescente mantido em cativeiro foi brutalmente executado. Segundo informações que circulam na região, o jovem foi decapitado, teve orelhas e genitais amputados ainda com vida, e seu corpo foi abandonado com uma mensagem cujo conteúdo não foi divulgado.
Informações não oficiais indicam que a execução teria sido realizada por integrantes das Autodefesas da Serra Nevada (ACSN), em um suposto ato de “retaliação”. A mídia local colombiana aponta que o líder do grupo, conhecido como vulgo Naín, teria dado ordem direta, por telefone, para que o adolescente fosse levado a uma área sob controle da organização antes da chegada da polícia.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o jovem com as mãos amarradas, chorando e implorando, enquanto uma multidão tenta atacá-lo.
Durante a apuração, este meio confirmou que o adolescente residia na cidade havia apenas 20 dias e teria sido apontado por terceiros como responsável pelo crime — sem qualquer prova pública apresentada.
Sobre o assassinato de Shelsy Michel, fontes indicam que a criança pode ter sido vítima de abuso sexual extremo, mas esclarecem que a causa da morte ainda não foi oficialmente confirmada e que não há comprovação de envolvimento do adolescente executado.
A Polícia Nacional da Colômbia, por meio do comando de La Guajira, informou apenas que os dois casos seguem sob investigação. Uma recompensa continua sendo oferecida por informações que levem aos responsáveis.









Um boato, e já era. Povo maldito.
Uma coisa é você matar tendo a certeza. Outra coisa é matar sem prova nenhuma, como foi esse caso. E se esse rapaz for inocente? A população deve pagar muito caro, se esse rapaz for inocente!!!!
Os cara sai matando até encontrar quem fez isso com a criança