Salvador, Bahia — A madrugada no Cabula 6 terminou do jeito que o bairro já conhece bem: com tiros.
Uma mulher, ainda sem identificação oficial, foi executada a tiros nas primeiras horas desta quarta-feira, 10 de dezembro de 2025. Não houve chance de socorro. Os disparos foram precisos, rápidos e definitivos — marca registrada de quem chega para matar, não para conversar.
Informações preliminares apontam que a vítima teria ligação com o tráfico de drogas e atuava como olheira do Comando Vermelho, monitorando a movimentação da área. O que teria selado sua sentença foi um suposto “vacilo” — palavra simples que, no dicionário do crime, costuma significar pena de morte.
Moradores acordaram com o barulho seco dos disparos e fizeram o que restava: chamar a polícia. Equipes da 23ª Companhia Independente da Polícia Militar (23ª CIPM) chegaram ao local e encontraram o cenário já consumado, isolando a área para evitar que mais curiosos se juntassem.
O Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizou a perícia e recolheu o corpo, enquanto o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) assumiu o caso. A missão agora é identificar os autores — tarefa difícil em territórios onde o medo fala mais alto que qualquer testemunha.





