Morumbi, São Paulo — A noite de sexta-feira (24) deixou a Zona Sul com um silêncio desconfortável, daqueles que pairam depois de um desastre que ninguém consegue explicar direito, mas todo mundo tenta. Na Avenida Professor Francisco Morato, o encontro entre pressa, imprudência e destino resultou em uma tragédia que atingiu duas vidas de forma brutal.
O policial militar Anderson Augusto de Oliveira, 34 anos, estava de folga, mas conduzindo sua motocicleta como se ainda estivesse em operação. Eram 21h23 quando ele cruzou a avenida em alta velocidade, no momento em que o físico e consultor científico Aníbal Fonseca de Figueiredo Neto, 67 anos, atravessava na faixa de pedestres. O impacto foi devastador: o idoso foi projetado, e um táxi que vinha logo atrás completou o ciclo de tragédia.
O próprio PM não teve tempo de qualquer reação. A queda o lançou ao asfalto e o choque final terminou de maneira violenta, deixando a cena marcada por um fim abrupto e cruel. Horas depois, a Secretaria da Segurança Pública divulgou uma nota lamentando a morte do policial, integrante do 1º Batalhão de Choque da Rota.
Testemunhas afirmam que o semáforo estava verde para os veículos. A pressa, porém, não respeita sinais. A vida, menos ainda.
O idoso atingido não era um desconhecido perdido na multidão urbana. Aníbal Figueiredo Neto era físico pela USP, mestre em ensino de ciências, consultor respeitado e presença essencial na criação de espaços científicos pelo país. Era uma daquelas pessoas que passam a vida tentando, com paciência e brilho nos olhos, fazer o mundo entender um pouco mais sobre ciência, encantamento e curiosidade.
Do Museu Catavento ao Parque Sabina, de centros de ciências a exposições educativas, Aníbal colecionava décadas de dedicação — justamente o tipo de trabalho que a cidade vive esquecendo que existe, até que perde alguém que fazia diferença.
“Ele sempre batalhou pela educação científica… ele fazia porque amava”, desabafou o filho, Lucas Dini, carregando na voz a dor ainda crua de quem perde não apenas um pai, mas uma referência, um parceiro de vida e de projetos. Um educador que tentava ensinar que a ciência também é encantamento.
Um caso que ainda tenta fazer sentido
O 89º DP investiga o acidente, tentando remontar segundo a segundo aquilo que todos já sabem: numa cidade onde cada motorista se acha dono da pista, onde a velocidade vence a prudência e onde o sinal verde é interpretado como salvo-conduto para ignorar o óbvio, bastou um momento para que duas histórias fossem encerradas numa mesma noite.









O desgraçado do motorista tava cego???? Como não vê uma pessoa caída na via ??? Pelo amor de Deus…
Vc leu tudo?
O Pm q queria voar,o Pm q achou q estava trabalhando,se ele soubesse respeitar o transito estaria vivo.
E pior q,a policia prestou homenagem ao policial q causou tudo isso e deu um foda se para quem o policial atropelou,a policia deveria era prender ate depois de morto kkkk pq o Pm santinho q fez a merda,mais nao,foi chorar la e rir da cara do veio inocente.
ha cala boca