A cidade de Esmeraldas, no Equador, atravessa dias em que a violência parece não tirar descanso — e a madrugada de segunda para terça-feira provou isso da forma mais brutal possível. Em diferentes setores da zona sul, seis homens foram assassinados em ataques sucessivos que revelam, mais uma vez, a escalada de execuções por encomenda na região.
A última morte ocorreu já na manhã de terça-feira, nas proximidades do mercado geral, encerrando um ciclo de violência que começou ainda na noite anterior, 27 de outubro de 2025.
O primeiro ataque aconteceu no setor 15 de Marzo, onde indivíduos fortemente armados desceram de uma caminhonete e abriram fogo dentro de uma borracharia. Ali, foram mortos Carlos Alberto Vargas Porozo e outro trabalhador do local, conhecido apenas como “Julio Calucho”, ambos venezuelanos. A execução foi direta, rápida e sem qualquer tentativa de ocultar a intenção.
Pouco depois, no setor Púmpula, às margens da rodovia E-15 Esmeraldas–Atacames, mais dois homens foram abatidos a tiros. Não houve chance de socorro. Não houve testemunhas dispostas a falar.
Os outros dois homicídios da noite ocorreram na paróquia de Vuelta Larga, também na zona sul. A forma de agir — rápida, precisa e letal — reforça a suspeita de que todos os assassinatos têm a mesma assinatura: grupos criminosos que dominam a província e transformam a cidade em território de disputa.
A população, já acostumada ao eco constante de disparos, vive agora em estado de alerta. Nos últimos dias, Esmeraldas tem acumulado episódios de violência em diferentes bairros, como se a cidade inteira tivesse sido dividida em zonas de caça.




