O cantão de Santa Ana, na província de Manabí, no Equador, voltou a respirar violência na noite de segunda-feira — e não foi pouca. Três homens armados invadiram um salão de bilhar e transformaram o local, que até então era ponto de encontro de jogadores e conversas rotineiras, em um cenário de execução. O ataque deixou três mortos e pelo menos um ferido, segundo informações preliminares da Polícia Nacional.
As câmeras de segurança registraram tudo: os atiradores entrando como quem já sabe exatamente o que veio buscar, e o caos que se segue segundos depois. De acordo com testemunhas, não houve aviso, discussão ou qualquer chance de reação. Apenas o som seco dos disparos ecoando dentro do salão, seguido do desespero de quem conseguiu correr.
Os criminosos fugiram rumo ignorado, deixando para trás corpos caídos entre mesas de sinuca, garrafas quebradas e o silêncio pesado de quem entende que, em Manabí, a morte não é visitante — é moradora.
Agentes da Dinased e da Criminalística recolheram cápsulas, imagens e pedaços de um caso que, como muitos na região, aponta para um velho conhecido: o crime organizado.
A polícia ainda não divulgou motivação oficial, mas ninguém no Equador se surpreenderia se este ataque estivesse ligado às disputas entre grupos criminosos que tratam Manabí como território de guerra.




