Mãe e filha são mortas a facadas em SP

São Paulo — A noite de quarta-feira (10) em Cidade Tiradentes terminou com um roteiro covarde e sangrento: mãe e filha assassinadas a facadas por um homem que, antes de ser ex-namorado, já era uma ameaça ambulante. O nome dele: Bruno Rocha Campos, 32 anos, agora foragido da polícia e procurado por transformar a vida da ex-companheira e da sogra em um inferno que acabou em tragédia.

As vítimas, Bruna Freitas Santos Nascimento, 29 anos, e a mãe dela, Claudinéia de Freitas Santos, 54, foram esfaqueadas sem piedade após uma emboscada. Bruno teria usado a própria filha, uma bebê de apenas quatro meses, como isca: ligou exigindo que Bruna fosse até sua casa buscá-la, sob ameaça de matar a criança.

Com medo, Bruna pediu que a mãe fosse junto. O que elas não sabiam é que estavam caminhando para a própria execução. A emboscada terminou na Rua Cachoeira do Campo Grande, a poucos metros da casa do suspeito. Testemunhas contaram que Bruno atingiu Bruna no pescoço. Ela ainda tentou pedir socorro, mas caiu antes de conseguir ajuda. Claudinéia, que tentou defendê-la, também foi atacada.

Bruna morreu a caminho do hospital. Claudinéia resistiu algumas horas no Hospital Santa Marcelina, mas não sobreviveu. A cena ficou marcada por desespero: manchas de sangue no asfalto e vizinhos atônitos diante da crueldade.

A bebê não presenciou a cena, mas foi deixada aos cuidados da família materna — órfã, não só de mãe, mas também de qualquer dignidade que o pai pudesse um dia oferecer.

Bruno já carregava um histórico de violência: tentou atropelar Bruna, chegou a sequestrá-la e a ameaçava repetidamente, inclusive durante a gestação. Ainda assim, andava solto até transformar as ameaças em facadas.

A Polícia Civil classificou o crime como duplo feminicídio qualificado, destacando agravantes: uso de meio cruel, ataque em regiões vitais e a completa impossibilidade de defesa das vítimas. O caso está sob a investigação da 8ª Delegacia de Defesa da Mulher, que agora corre contra o tempo para prender Bruno Rocha Campos antes que ele reapareça — com mais violência.

Enquanto isso, a cidade assiste, mais uma vez, ao enredo previsível: uma mulher denuncia, é ignorada, e depois é enterrada.


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MAJOR

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