João Pessoa, PB – Como se a vida de um flanelinha valesse menos que um copo descartável, Willy Bezerra, de 28 anos, foi metralhado na tarde de quarta-feira (10) no bairro de Jaguaribe. A execução, confirmada pela Polícia Civil, teve cerca de 50 disparos, sendo que 40 atravessaram o corpo da vítima.
Segundo o delegado Hector Azevedo, os criminosos desceram de um carro prata e abriram fogo sem economia de munição, transformando a calçada onde Willy trabalhava em cena de guerra. As câmeras de segurança registraram a ação: homens armados, tiros em sequência e fuga imediata, como quem cumpre um script de violência já ensaiado.
Moradores assistiram à cena entre gritos, correria e portas sendo trancadas às pressas. Já a polícia, como em um roteiro repetitivo, isolou a área, recolheu cápsulas e confirmou aquilo que já estava evidente: foi execução.
Os assassinos fugiram e, até a última atualização, ninguém havia sido preso. Mais um capítulo sangrento que se acumula nos noticiários, empilhando cadáveres e revelando que, nas ruas da capital paraibana, até a sobrevivência cotidiana pode ser fuzilada em praça pública.





