Em mais um episódio vindo diretamente da coleção internacional de tragédias previsíveis, desta vez na Índia, um homem decidiu que “seguir em frente” significava, aparentemente, eliminar o capítulo anterior à força.
Nesta quinta-feira (9), em Chhatrapati Sambhajinagar, Satyam Gawande chegou à conclusão de que queria um novo casamento. Nada muito inovador — exceto pelo pequeno detalhe de que ele ainda tinha uma esposa viva. E, pior ainda para os planos dele, ela teve a ousadia de não concordar em desaparecer voluntariamente.
Pooja Gawande, que trabalhava em um posto de gasolina em Karmad, a cerca de 25 km do centro da cidade, acabou sendo puxada para uma discussão que, como em tantas histórias assim, nunca foi uma conversa — era só o prelúdio de uma decisão que já estava tomada de forma unilateral e brutal.
Por volta das 12h30 — horário comercial para abastecer carros e, aparentemente, resolver frustrações com violência — Satyam resolveu transformar rejeição em execução. Cortou a garganta da própria esposa ali mesmo, no local de trabalho dela, como quem encerra um contrato que nunca soube honrar.
Ele foi preso por homicídio. Ironicamente, conseguiu sair do casamento — só que não exatamente pelos meios civilizados que existem para isso. A menos que, desde o início, a intenção fosse trocar alianças por algemas.
A polícia segue investigando o caso. Embora, no fundo, o enigma real continue sendo outro: como alguém consegue se ver no direito de reescrever a própria vida apagando a de outra pessoa.







