Em algum ponto entre a crueldade humana e a burocracia judicial, existe um número curioso: 5.657 pesos. É mais ou menos o valor que a justiça decidiu que valia, no papel, a vida de Leyla Monserrat Lares Becerra, uma garota de 15 anos que acreditou que estava indo receber uma surpresa… e acabou recebendo uma aula prática de como a maldade adolescente pode ser organizada, filmada e depois arquivada em processo judicial.
O crime aconteceu em Sonoyta, no estado de Sonora, no México — cenário perfeito para mais um episódio do gênero “amizade mortal”.

A “surpresa”
No dia 25 de setembro de 2025, duas adolescentes — de 13 e 15 anos — convidaram Leyla para um encontro no ejido El Desierto (ejido), no município de General Plutarco Elías Calles.
O pretexto? Uma surpresa.
E de fato houve uma.
Só que envolvia cordas, venda nos olhos e asfixia.
Segundo a investigação da Fiscalía General de Justicia del Estado de Sonora, as meninas amarraram, vendaram e estrangularam Leyla — tudo cuidadosamente filmado em um celular.
O motivo? Um clássico da tragédia adolescente: ciúme amoroso.
Uma delas não gostou de ver Leyla com um garoto que, pelo visto, também estava na lista de interesses da assassina.
Manual básico para esconder um crime
Depois do assassinato, as jovens fizeram o que qualquer mente criminosa minimamente organizada faria:
enterraram o corpo no quintal de uma casa
cobriram com cal para acelerar a decomposição
Dias depois, investigadores da Agencia Ministerial de Investigación Criminal localizaram o corpo.
Antes disso, a polícia ainda chegou a suspeitar de um homem conhecido como El Kalusha, que apareceu morto pouco tempo depois — porque nesse tipo de história sempre existe um suspeito errado para complicar o roteiro.
No fim, as próprias adolescentes confessaram.
A matemática da justiça
Em março de 2026, dentro do Sistema Integral de Justicia Penal para Adolescentes, veio a sentença.
E aqui começa o verdadeiro teatro do absurdo:
2 anos e 10 meses de confinamento para a jovem de 15 anos
11 meses de liberdade supervisionada para a de 13
5.657 pesos de indenização
Sim.
Cinco mil seiscentos e cinquenta e sete pesos.
Para referência: isso mal paga um smartphone decente — ironicamente, o tipo de aparelho usado para gravar o assassinato.

A mãe que recebeu o vídeo
A prova principal do crime foi o vídeo do assassinato, enviado anonimamente para a mãe da vítima, Carmen Becerra.
Imagine descobrir a morte da própria filha não por um telefonema, mas por um arquivo digital.
Segundo Carmen, o valor da indenização não cobre nem o funeral, que custou cerca de 30 mil pesos.
O caixão veio lacrado, porque o estado do corpo não permitia despedidas.
Enquanto isso, as responsáveis — pelo menos segundo a lei — terão a chance de retomar suas vidas relativamente rápido.
A mãe, obviamente, não.







A menina tem zero extinto de sobrevivência larga mão como pode ser tão boba assim
Sera que na hora da agonia não tinha como ela se defender de alguma forma
É AQUELA COISA, FOFOS… PASSARINHO QUE VOA COM MORCEGO ACORDA DE CABEÇA PRA BAIXO.
Eu sendo a mãe, esperaria as vadias sairem da cadeia e fariam o mesmo com ela, mas estrangularia bem devagar pra elas sofrerem bastante.
Que horror dessas mostras