O amanhecer de domingo, 1º de março de 2026, revelou uma cena de horror na zona rural de Itabaiana, no Agreste da Paraíba. Dentro de uma casa simples no Sítio Cajueiro, cinco pessoas foram executadas durante a madrugada.
Moradores encontraram os corpos por volta das 5h. O que viram dentro da residência parecia um retrato de barbárie: quatro vítimas estavam em um quarto, como se tivessem sido jogadas ali após a execução. A quinta vítima estava caída na frente da casa, com sinais claros de execução sumária.
A área foi isolada pela Polícia Militar da Paraíba, enquanto a investigação passou para a Polícia Civil da Paraíba.
De acordo com as autoridades, o massacre é resultado direto de uma guerra aberta entre facções rivais. A tensão explodiu quando um grupo criminoso local rompeu alianças e mudou de lado, desencadeando uma sequência de assassinatos desde 14 de fevereiro. Desde então, o Agreste paraibano já soma pelo menos dez mortes violentas ligadas à disputa.
Mesmo com uma operação policial realizada na sexta-feira (27), que terminou com seis suspeitos presos, dois mortos em confronto e armas apreendidas, o ataque desta madrugada ocorreu sem que ninguém fosse detido até o momento.
Investigadores ainda procuram por possíveis vítimas ocultadas em áreas de mata próximas ao local da chacina.
Enquanto isso, o medo domina a rotina dos moradores.
“Vivemos como se fosse uma zona de guerra. Depois que escurece, ninguém sai de casa”, relatou um agricultor da região, que pediu anonimato por medo de represálias.
A violência crescente já preocupa autoridades estaduais. Dados recentes indicam aumento de cerca de 30% nos crimes ligados a facções no Agreste paraibano neste ano, tendo Itabaiana como epicentro do conflito.
Os corpos foram recolhidos e levados para o Instituto Médico Legal em Campina Grande, onde passarão por necropsia antes da identificação oficial.
Enquanto a investigação avança, a pequena comunidade rural tenta voltar à rotina sob a sombra de uma guerra que, cada vez mais, deixa rastros de sangue.






