Um homicídio, com indícios de execução ligada a facção criminosa, foi registrado na tarde deste domingo (8) no município de Aripuanã, a cerca de 1.002 quilômetros de Cuiabá. A vítima, identificada como Marcos Antônio Gonçalves, de 56 anos, conhecido pelo apelido de “Marcão”, foi morta a tiros no bairro Centro.
Segundo a Polícia Civil, dois suspeitos se aproximaram da casa da vítima em uma motocicleta. Um deles seguiu a pé até o imóvel, enquanto o outro permaneceu do lado de fora, dando cobertura. Antes de atirar em Marcos Antônio, o autor disparou contra o padrão de energia elétrica da residência, possivelmente para desligar o fornecimento e desativar câmeras de segurança. Em seguida, ele se escondeu em uma casa vizinha aguardando a reação da vítima.
Marcos Antônio saiu para fora do imóvel ao perceber a movimentação suspeita e foi atingido pelos disparos. Ele chegou a reagir armado, mas foi alvejado e caiu no chão. O autor, mesmo com a vítima caída, entrou na residência e disparou novamente, inclusive na região do rosto, caracterizando execução. Segundo a investigação, o criminoso chegou a registrar imagens da vítima com o próprio celular e levou a arma que ela possuía antes de fugir.
No local, a Polícia Civil encontrou diversas cápsulas e projéteis, indicando o uso de arma de fogo de alto calibre, possivelmente uma pistola 9mm, a ser confirmada pela perícia.
As investigações, apoiadas por imagens de câmeras de segurança, identificaram Lucas Ferreira Barbosa, conhecido como “XT”, como autor dos disparos e integrante de facção criminosa. Ele foi preso juntamente com Vitor Henrique Galvão Marques, conhecido como “Capetinha”. Um terceiro suspeito, Natanael Lopes da Silva, vulgo “Falcão”, também foi localizado posteriormente.
O crime, segundo o boletim policial, tem relação com a atuação de facção criminosa, reforçando a hipótese de execução premeditada. A Polícia Civil segue investigando a dinâmica da ação, o papel de cada envolvido e a origem da arma utilizada.
O corpo de Marcos Antônio foi encaminhado aos procedimentos legais, e o caso permanece sob investigação da Polícia Judiciária Civil.





