Assassinato filmado reforça clima de terror na fronteira peruana

Mais um capítulo do faroeste sem lei que se tornou o distrito fronteiriço de Aguas Verdes, na região de Tumbes, no Peru. Desta vez, a vítima foi José Miguel Jara Ventura, jovem mototaxista executado a tiros no setor Nueva Esperanza — nome que soa quase como piada diante da realidade local.

Segundo as primeiras investigações, o crime tem o roteiro já conhecido: disputa territorial ligada ao tráfico de drogas. Nada exatamente surpreendente numa região onde o microtráfico parece ter mais organização do que o próprio Estado.

O detalhe que eleva o caso do brutal ao grotesco é que os assassinos decidiram registrar a própria barbárie. Filmaram o momento em que chegam, abrem a porta da mototáxi e disparam à queima-roupa. Como se não bastasse matar, é preciso produzir conteúdo.

José Miguel ainda tentou escapar. Desviou das balas, saiu do veículo, correu. Foi alcançado. O criminoso então fez questão de concluir o serviço com um tiro na cabeça — eficiência macabra que dispensa comentários.

Após a execução, os autores fugiram tranquilamente. Vizinhos e a mãe da vítima tentaram socorrê-lo, mas já era tarde. A violência foi mais rápida que qualquer ambulância — e, ao que parece, mais eficiente que qualquer estratégia de segurança.

Horas depois, um dos envolvidos publicou o vídeo nas redes sociais acompanhado de uma mensagem ameaçadora. Um aviso explícito a quem ousar vender drogas para o grupo “errado”. A fronteira virou vitrine: o crime não apenas acontece, ele se promove.

Diante da sequência de assassinatos em Tumbes, no norte do Peru, o governador regional Segismundo Cruces anunciou que solicitará reforço policial para enfrentar as quadrilhas. O verbo é sempre o mesmo: solicitar. Enquanto isso, quem realmente ocupa território, impõe regras e aplica punições são as facções.

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MAJOR

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Comments: 34Publics: 5413Registration: 27-12-2024

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