A Polícia Civil de Alagoas abriu inquérito para investigar o assassinato de Lucas Gabriel dos Santos, de 23 anos, morto na madrugada do domingo (4), em frente a um bar em Anadia, na zona da mata alagoana. O crime tem contornos de execução e começa com uma encenação que já se tornou conhecida da polícia — e temida pela população.
A investigação está a cargo do delegado Antônio Lino, da Unidade de Atendimento ao Local de Crime 3 (UALC 3). As primeiras informações levantadas indicam que quatro homens encapuzados chegaram ao local fingindo ser policiais. Anunciaram uma suposta revista no estabelecimento.
A farsa terminou rapidamente. Após identificarem a vítima, os suspeitos retiraram Lucas Gabriel de dentro do bar e o levaram para a área externa. Ali, fora do alcance do público e de qualquer chance de socorro, ele foi atingido por diversos disparos de arma de fogo e morreu no local.
As primeiras diligências foram realizadas ainda durante a madrugada pela Polícia Civil, por meio da UALC 3, com apoio do Instituto de Criminalística e da Polícia Militar de Alagoas. Câmeras de segurança da região foram recolhidas e testemunhas que presenciaram a ação começaram a ser ouvidas, na tentativa de romper o silêncio que costuma proteger esse tipo de crime.
A linha inicial da investigação aponta possível ligação do homicídio com o tráfico de drogas na região, hipótese comum em ações marcadas por organização, disfarce e violência extrema. Até o momento, porém, nenhum dos autores foi identificado. Os encapuzados seguem anônimos.
O caso ficará sob responsabilidade da delegacia especializada em crimes de homicídio, sediada em São Miguel dos Campos, que dará continuidade às investigações para esclarecer a motivação e chegar aos envolvidos.
A Polícia Civil reforça que informações podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181. Em crimes assim, quem sabe e se cala ajuda o crime a continuar.




