A cena encontrada na manhã desta quarta-feira (3) chocou Belém. A cantora Ruth Etty, 57 anos, um dos maiores nomes do brega e do tecnomelody do Pará, foi encontrada morta dentro de casa, no bairro da Marambaia. O caso é tratado com cautela e está sob investigação.
Segundo relatos preliminares de familiares e testemunhas, Ruth foi encontrada enforcada, e havia sangue espalhado pelo local. A causa exata da morte ainda não foi oficialmente confirmada pelas autoridades. A área foi isolada e a Polícia Civil apura as circunstâncias do ocorrido.
Nascida Ruth Gomes dos Santos, em Cametá, interior do Pará, ela se mudou ainda criança para a capital. Começou a cantar nos anos 1980, em bailes e rádios locais, mas foi nos anos 2000, com a explosão do tecnomelody, que virou fenômeno popular.
Canções como “Viver de Ilusão”, “Lágrimas”, “Amor da Minha Vida Eterno Amor” e “Volta pra Mim” viraram trilha sonora obrigatória de aparelhagens, carros de som e festas que iam de Belém a Macapá. A voz sofrida, direta, sem maquiagem, transformou dor em coro coletivo.
Ruth gravou com grupos como Fruto Sensual e Ar-15 e foi presença constante nos grandes palcos do melody paraense.

Nos últimos anos, a artista enfrentou problemas de saúde mental e chegou a se afastar dos palcos. Em 2024, porém, voltou a cantar, lotou shows e declarou em entrevistas que vivia uma nova fase, mais leve e feliz por reencontrar o público.
O fim abrupto interrompeu esse recomeço.
Enquanto a investigação segue, o tecnomelody paraense perde uma de suas vozes mais emblemáticas.






Caralho, ela é UM ÍCONE do Pará 🥺