Adolescente perde perna após ser esmagada por caminhão em Sullana, Peru, e família denuncia omissão policial

A noite de 24 de novembro, terminou em tragédia na cidade de Sullana, região de Piura, no norte do Peru, e deixou expostas não apenas as falhas no trânsito, mas também graves questionamentos sobre a conduta policial. Uma menina de 13 anos ficou gravemente ferida e teve uma das pernas amputadas após ser esmagada por um caminhão semirreboque durante uma colisão envolvendo três veículos.

O acidente ocorreu quando a jovem, identificada pelas iniciais Valery T. Q., seguia em um mototáxi conduzido por um adolescente. Ela estava a caminho de buscar um simples estojo para as aulas do dia seguinte. Durante o trajeto, outro mototáxi colidiu na traseira do veículo, fazendo com que Valery fosse arremessada ao asfalto.

Na sequência, o caminhão que vinha em sentido contrário passou sobre a adolescente, provocando ferimentos gravíssimos que exigiram amputação imediata. Os dois mototaxistas envolvidos fugiram do local logo após o acidente, segundo informações da polícia.

O que mais revoltou familiares e moradores, no entanto, foi o que aconteceu depois. De acordo com relatos, uma viatura da UNEME Sullana, que escoltava o caminhão no momento do acidente, não prestou socorro imediato à vítima. Testemunhas afirmam que os policiais permaneceram dentro do veículo, mesmo diante da gravidade da situação.

“A polícia não saiu do carro para prestar os primeiros socorros. As pessoas tiveram que agir por conta própria, baixar a maca da viatura. Depois, chegaram mais viaturas, mas apenas para proteger o caminhão e permitir que descarregassem a mercadoria”, relataram familiares, indignados.

O motorista do caminhão, Miguel Ángel F. R., foi conduzido à Delegacia de Polícia de El Obrero, onde permanece sob custódia enquanto o caso é investigado. Paralelamente, a família da adolescente exige que a atuação — ou omissão — dos policiais que acompanhavam o veículo seja rigorosamente apurada.

Diante da repercussão, o chefe da Polícia Regional de Piura, General Manuel Farías, informou que foi instaurada uma investigação interna para verificar possível descumprimento de protocolos ou negligência no atendimento à vítima.

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