Recife — A noite de terça-feira (11) terminou como tantas outras na Zona Sul: com sirenes cortando o silêncio que a cidade finge ter. Júlia, adolescente de apenas 15 anos, moradora do Pina e já acostumada a correr da morte, dessa vez não conseguiu fugir. Três disparos — secos, diretos — deram fim à vida dela bem em frente à pracinha de Brasília Teimosa.
Segundo informações iniciais, Júlia já tinha sobrevivido a uma tentativa de homicídio há cerca de dois meses. Parecia ter recebido um “vale-vida” temporário, daqueles que a violência urbana concede quando quer brincar de suspense. Mas o crédito expirou rápido.
A Polícia Militar isolou a área, enquanto as equipes da Polícia Civil e da Polícia Científica chegaram para cumprir o ritual de sempre: registrar, medir, recolher e tentar entender o que levou uma adolescente a entrar tão cedo na estatística fria dos homicídios do Recife. As perguntas são as mesmas de sempre — autoria, motivação, acerto de contas? — e as respostas, como quase sempre, ainda são nebulosas.






“Violência urbana” kkkkk