Um vídeo que circula nas redes sociais — daqueles que fazem até algoritmo tremer — mostra, supostamente, o corpo de “Matemático” sendo decapitado. Para muitos, mais um capítulo grotesco da guerra silenciosa que atravessa fronteiras. Para outros, apenas o inevitável desfecho de quem passa a vida calculando sangue.
Dois líderes do Comando Vermelho em Mato Grosso foram caçados e executados em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, após caírem numa emboscada.
As vítimas eram Wambasther Olliom Bispo Moreira, o Conselheiro, também conhecido como Matemático — um nome que agora soa irônico, já que nenhum cálculo conseguiu salvá-lo — e Janderson dos Santos Lopes, o Cowboy, de 30 anos. Ambos teriam sido sequestrados, decapitados e reduzidos a mais um troféu na vitrine mórbida das facções.
Conselheiro era considerado uma das cabeças pensantes — e agora decapitadas — do Comando Vermelho em Mato Grosso. Tinha currículo extenso: alvo de grandes operações e recentemente contemplado com progressão para o regime semiaberto em setembro de 2024. Uma liberdade curta, quase decorativa.
Cowboy, por sua vez, também ostentava status na hierarquia criminosa. Envolvido em investigações de alto impacto, ele chegou a saborear uma breve liberdade neste ano — um sopro de ar que durou pouco, já que a decisão foi revertida. Antes de voltar para trás das grades, rompeu a tornozeleira eletrônica e desapareceu.
Refugiou-se na Bolívia, tentando reinventar a própria geografia. Não adiantou. Acabou executado ao lado de Conselheiro — duas figuras que, por anos, ditaram regras, agora reduzidas a advertências sombrias para quem ainda acredita que o submundo oferece aposentadoria.








