Maranguape voltou a ser palco de mais um capítulo da violência que já tomou a cidade como rotina. Na noite de 3 de novembro, em plena região central — exatamente em frente à unidade dos Correios e à tradicional Praça Capistrano de Abreu, um homem foi executado a tiros.
No vídeo, registra-se o momento exato em que a execução acontece. No outro registro, um programa esportivo local, transmitido ao vivo a poucos metros dali, é bruscamente interrompido pelo estrondo dos tiros — um retrato perfeito da convivência forçada entre cotidiano e violência.
Em Maranguape, o noticiário policial segue invadindo qualquer espaço: mesmo um simples programa de futebol já não escapa do caos.
E assim vive a população — seja na sede, seja nos distritos — refém de um cenário onde a palavra “paz” virou apenas lembrança. Famílias sendo expulsas de suas próprias casas por ordens do crime, moradores vivendo à própria sorte e um poder público que observa tudo de longe, como se a cidade estivesse sob um contrato tácito de abandono.




