Canindé, CE — A madrugada desta quinta-feira (30) terminou como tantas outras na guerra silenciosa (e às vezes nem tão silenciosa) travada no Ceará: com fumaça, munição espalhada e sete corpos a menos na contabilidade do Comando Vermelho.
Adolescentes e adultos — entre 15 e 22 anos — tombaram após trocar tiros com equipes do Raio, Cotar, Força Tática, FT Rural e Policiamento Ostensivo Geral, que já aguardavam a movimentação do grupo graças ao trabalho da Inteligência.
O bando, segundo a Secretaria da Segurança Pública, teria ido à região com a ambição clássica das madrugadas violentas: tomar o controle de um bairro dominado por uma facção rival. O que encontraram, porém, foi uma recepção nada calorosa.
A reação foi imediata — e fatal. Quando os disparos cessaram, os sete suspeitos acabaram socorridos, mas nenhum resistiu aos ferimentos. Uma operação que, para o lado das forças de segurança, terminou sem arranhões; para o crime, terminou como um aviso.
No rastro do confronto, os policiais recolheram oito armas de fogo, incluindo um fuzil que não estava ali para enfeitar, além de pistolas, revólveres, mais de 150 munições e drogas. Um arsenal que, se tivesse chegado ao destino pretendido, deixaria outras madrugadas ainda mais longas.
Os corpos foram encaminhados ao IML de Canindé, enquanto a Delegacia Regional tenta juntar as peças da noite: de onde veio tanto armamento e quem despachou o grupo para a missão suicida?
Perguntas que o submundo raramente responde.
Do lado oficial, sobraram discursos. O governador do Ceará, Elmano de Freitas, comemorou o fato de nenhum policial ou morador ter sido ferido. Já o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, aproveitou para destacar a “união entre estados” contra o crime organizado — uma união que, pelo visto, se manifesta em forma de chumbo e estatísticas.







Que cena linda!
Absulute Cinema!
Isso sim e um filme real,com final feliz!
Queremos a continuacao,matem todos esses lixos!