India – Distrito de Sawai Madhopur, Rajastão – O país que gosta de vender ao mundo a imagem de potência emergente continua incapaz de proteger quem mais trabalha para mantê-lo de pé. Kamla Devi Raigar, 65 anos, integrante da comunidade Dalit e trabalhadora assalariada, voltava para casa após uma dura jornada como pedreira em Gangapur quando virou alvo de uma crueldade que dispensa metáforas.
Dois homens — identificados como Ramavtar e Tanu — teriam atraído a idosa com a promessa de trabalho. Em vez disso, a única coisa que ofereceram foi brutalidade. Para roubar pulseiras de prata que ela usava nas pernas, os criminosos não se contentaram com ameaças: usaram uma arma cortante e a deixaram caída na beira da estrada, em desespero.
Kamla, em uma demonstração de força que nenhum slogan político consegue encenar, ainda encontrou forças para buscar ajuda. Foi socorrida por moradores e levada a um hospital, onde permanece em estado crítico. A vida dela — tão barata aos olhos de quem a atacou — agora depende de cirurgias complexas e uma luta longa pela reabilitação.
A polícia do Rajastão, desta vez, agiu sem demora: registrou o caso como tentativa de homicídio, roubo e crime motivado por discriminação de casta, realizando operação de vigilância que levou à prisão dos autores poucas horas após o ataque.





