PATI, INDONÉSIA — A madrugada de domingo (28) foi interrompida por mais uma cena que as estradas indonésias conhecem de cor: faróis cortando o breu, o ronco de um motor desafiando o bom senso e um corpo que, no fim, perde a aposta com o asfalto.
Tomis Setiawan, de 20 anos, pilotava sua motocicleta como se estivesse sendo perseguido pelo diabo. Não conseguiu. Às 00h30, na Jalan Panglima Sudirman, rota Pantura Pati-Kudus, ele conduzia sua Honda CB (placa B-3876-SN) quando a pressa encontrou o concreto: o divisor de pistas não se moveu, e Tomise não teve sorte.
De acordo com o Inspetor-Chefe da Polícia de Pati, Moch Apri Hermawan, o jovem “estava em alta velocidade e desviou muito para a direita”, o que bastou para transformar uma curva em sentença. O impacto foi brutal. A moto voou, o piloto caiu, e o silêncio da madrugada engoliu o barulho do acidente.
Ferimentos graves, crânio comprometido, perna fraturada — a lista médica é apenas o rodapé burocrático de mais uma tragédia previsível. Tomise morreu no local, e seu corpo foi levado ao Hospital Regional RAA Soewondo Pati.
Na manhã seguinte, o asfalto já estava limpo. O trânsito fluía como se nada tivesse acontecido — como sempre acontece.



