Na tarde de sexta-feira 12, dia em que completava 24 anos, a travesti Raquelly Letícia foi morta a facadas dentro de um cinema de filmes adultos localizado no Centro do Recife.
Segundo as primeiras informações, Raquelly teria se envolvido em uma briga há cerca de uma semana — um conflito banal que, aparentemente, voltou para cobrar o preço mais alto possível.
Enquanto amigos a aguardavam para uma comemoração surpresa, com bolo pronto e expectativa de risadas, a jovem teve o aniversário transformado em um velório antecipado. “Até o bolo já estava pronto, mas infelizmente não aconteceu”, lamentou uma amiga, ainda em choque.
O corpo de Raquelly foi removido para o Instituto de Medicina Legal (IML), enquanto a Polícia Civil tenta reconstruir o quebra-cabeça da execução: quem matou, por quê e até quando a rotina sangrenta do Centro do Recife seguirá sendo apenas mais uma nota repetida no noticiário.
Na cidade, o que restou foi a imagem cruel: uma vida cortada por lâminas dentro de uma sala escura, em pleno aniversário, transformando um dia que deveria ser de festa em mais um capítulo da barbárie cotidiana.






