O palco do espetáculo? Um quarto no Hotel Lua de Mel, na Rua Imperial, centro de Recife. O nome do motel, aliás, não poderia ser mais irônico, já que o “romance” terminou em tentativa de feminicídio. A vítima, uma mulher de 25 anos, que trabalha como garota de programa (ou, como ela mesma prefere, “Menina do Job”), foi atacada após dizer ao parceiro que não largaria sua profissão só porque ele não gostava.
Aparentemente, o rapaz achou que a melhor resposta ao “não” seria uma sessão de esfaqueamento com direito a cortes no pescoço, abdômen, costas, pernas e mãos — essas últimas, possivelmente causadas enquanto ela tentava, não morrer.
Segundo relatos, o homem estava inconformado com o fato de sua companheira continuar exercendo sua liberdade econômica e sexual. Como um verdadeiro romântico do apocalipse, ele optou por selar a relação com sangue, porque flores e respeito já saíram de moda há tempos.
Felizmente, o ataque foi interrompido por um sargento do Exército que, por um acaso do destino, estava no local e conteve o valentão, que agora trocou a suíte com espelho no teto por uma cela no DHPP.
A vítima foi levada pelo Samu ao Hospital da Restauração, e até o momento, seu estado de saúde ainda não havia sido divulgado. Já o agressor, que exigia exclusividade amorosa sem oferecer sequer sanidade emocional, segue sendo investigado como suspeito de tentativa de feminicídio.
Moral da história? O amor não mata. O machismo sim. Mas claro, tem sempre quem ache que é só “um cara apaixonado que se descontrolou”.






