Uma tragédia na comunidade acadêmica da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) na quarta-feira (4). Uma estudante tirou a própria vida ao se lançar do oitavo andar do prédio da instituição, por volta do meio-dia. A identidade da jovem não foi divulgada.
Apesar da gravidade do ocorrido, as aulas continuaram normalmente no campus, o que gerou indignação entre alunos e nas redes sociais. Muitos estudantes expressaram desconforto com a forma como a situação foi conduzida pela universidade.
“Uma menina se suicidar dentro da Uerj e a faculdade seguir normalmente é reflexo de uma sociedade que normalizou o sofrimento psíquico, patologiza o indivíduo e silencia o adoecimento coletivo. Ainda passa a mensagem de que a vida dela não valia nem uma pausa”, escreveu uma internauta no X (antigo Twitter).

Outro ponto levantado por alunos é o fato de o oitavo andar ser conhecido informalmente como “o andar do suicídio”, o que indica que casos semelhantes podem já ter ocorrido anteriormente no mesmo local. Estudantes também relatam que janelas de salas de aula e corredores não possuem telas de proteção, o que levanta preocupações sobre a segurança estrutural em espaços de grande circulação.
Uma aluna que presenciou o momento afirmou estar profundamente abalada. “A gente ouve o barulho, vê o desespero, e depois é como se nada tivesse acontecido. É desumano”, relatou, sob anonimato.
O caso reacende discussões sobre a urgência de políticas efetivas de saúde mental no ambiente universitário. Estudantes e grupos ligados à assistência estudantil vêm há anos reivindicando mais apoio psicológico, infraestrutura segura e ações preventivas contra o adoecimento emocional.
A Uerj ainda não emitiu nota oficial sobre o caso até a publicação desta matéria. Estudantes organizam atos simbólicos e pedidos por luto institucional e acolhimento psicológico emergencial.
Se você ou alguém que você conhece está passando por momentos difíceis, procure ajuda. O CVV (Centro de Valorização da Vida) oferece atendimento gratuito e sigiloso 24 horas pelo telefone 188 ou pelo site www.cvv.org.br.









Os chimpanzé filmando ao invés de ir ali tentar uma chance, sei que é difícil ela mudar de ideia, mas não custa tentar
Que desperdício